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sábado, 19 de maio de 2007

Ideia Base do associativismo agrícola

Andei a pensar e às vezes dou por mim a escrever a desenhar uns rabiscos no livro de geografia, sem paciência para a matéria de revisão da agricultura e no capítulo da parcelamento e emparcelamento, me pus a desenhar sobre a infeliz agricultura que há em Portugal que infelizmente é super parcelada, veio-me à cabeça o associativismo agrário. Que até já se tentou em Portugal, quando o PCP ao serviço das populações, saindo do 25 de Abril se tentou por em curso a reforma agrária e para quem ainda não sabe ou não quer ver os benefícios individuais e colectivos, vou aqui dar uma ideia básica acerca do funcionamento, apenas deixo uma nota de que é adaptado ao sistema corrente (sem que a terra seja do Estado!):



Imaginemos este terreno (versão de maior resolução) uma típica porção de terreno cultivável português, que está parcelado em 30 parcelas, correspondente a 12 explorações de 12 proprietários.


Consideremos os proprietários, Alpha, Beta, Gamma, Delta, Epsilón, Zeta, Eta, Teta, Iota, Kappa, Lambda Miu e Niu.




Tem as seguintes parcelas:


Alpha - P. AA, P AI
Beta - P. AB, P. AD
Gamma - P. AC, P. AM, P. AT
ETC
A exploração do Alpha que é constituída por duas parcelas no valor de 600.000 U.M. produz um rendimento de 1.075 U.M, o que perfaz uma produção de mais ou menos 1,4 U.M. para cada 1.000 U.M. investidas, a do Beta é avaliada em 225.000 U.M tendo um rendimento de 425 U.M. ou seja 1,1 U.M por cada 1.000 U.M. investidas e a do Gamma, avaliada em 655.000 U.M. produzindo 725 U.M. ou seja 1,1 U.M. investidas e por aí fora.
Cada produtor tem parcelas pequenas e afastadas, o que traz as seguintes desvantagens:
a) pequena produção,
b) produção de subsistência,
c) gastos com deslocações entre parcelas,
d) incapacidade de automatização e mecanização da sua exploração.
O conjunto de todos os proprietários tem as mesmas penalizações, logo se se juntassem entre si numa associação agrícola veríamos alguns obstáculos à modernização desaparecerem tais como:
a) eliminação de barreiras,
b) aumento exponencial de terra arável,
c) facilidade de introdução de máquinas,
d) eliminação de custos por unidades de produção com deslocações entre outros.
Isto traria outras vantagens tais como:
a) o aumento de terra arável, na medida em que as várias parcelas se juntam, permite obter maior produção em função da mesma área cultivada,
b) a juntar a esta a multiplicação da produção obtida e dos lucros devido à mecanização
c) ou seja deixa-se de produzir para subsistência para se produzir uma agricultura de mercado.
d) a somar a isto, o emparcelamento elimina as áreas mortas que existiam entre parcelas devido aos muros e vedações e ao acesso às vária parcelas.

Como se vê na imagem (versão de maior resolução) que é o mesmo espaço só que desta vez emparcelado, as várias parcelas fora juntas em duas áreas, a S.A.U. constituída por três parcelas usadas no sistema de rotação trienal, (é apenas um exemplo, pois tal dependeria do tipo de exploração que a associação determinasse poderia utilizar outro sistema de cultivo) e outra área para logística. Assim o que mudaria, para além das desvantagens acima referidas, temos uma agricultura profissional, em que são adicionados outras infraestruturas de apoio, tais como armazéns, edifícios ou até fábricas de panificação etc.) Portanto a somar às vantagens iniciais, ainda temos maior lucro pois a matéria entra na cadeia de consumo de uma forma mais planificada, a produção é maior, assim como o lucro. se antes o proprietário produzia para si, agora vende e pode até vender o produto já modificado, por exemplo no trigo pode ser vendido já em farinha, etc. Além desta vantagens o país agradece pois quanto maior for a exploração maior será a produção mantendo os antigos proprietários e o país agradece pois contribuem bastante para a diminuição da importação destes bens de primeira necessidade.
Como distribuir os lucros é simples:
Será distribuído conforme o valor do terreno cedido/aplicado na associação:
Imaginemos os produtores Alpha, Beta e Gamma, eles produziam 1.075 U.M, 425 U.M e 725 U.M. respectivamente sendo as suas explorações avaliadas em 600.000 U.M., 225.000 U.M. e 460.000 U.M. respectivamente.
A soma das avaliações de todas as parcelas é de 4.350.000 U.M. produzindo todas 6.355 U.M.
Logo as explorações do:
Alpha são 13,8 % do total,
Beta são 5,2 % do total,
Gamma são 15 % do total.
Terá de se pensar num fundo de funcionamento para a associação assim todos as percentagens dos proprietários serão arredondadas às unidades por defeito garantindo que sobra sempre um dada percentagem entre os 0% e 12% (12 = número de proprietários) já que as décimas só podem variar entre ]0,9], assim:
Alpha recebe 13%,
Beta recebe 5%
Gamma 15%.
É de se esperar um aumento de produção na ordem de uma dezena de vezes a soma das produções das parcelas enquanto parceladas, logo deverá esperar-se que a associação produza 36.550 U.M.
Assim:
Alpha lucra 8.261,5 U.M. em vez das 1.075 que produzia antes
Beta lucra 3.177,5 U.M. em vez de 425 U.M.
Gamma lucra 9.532,5 U.M em vez de 725 U.M..
Ou seja, moral da história.
Com a união todos ficamos a ganhar, individualmente e colectivamente.
Para além de gerirmos eficientemente os escassos recursos de que dispomos.
Viva Portugal
Viva a União!!!
VMAA

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