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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

A Venezuela e os "esquerdistas"

A Revolução é a prova suprema para qualquer tendência revolucionária que se proponha auxiliar as massas oprimidas a transformar a sociedade. É na arena da Revolução que uma corrente política tem de demonstrar o quão acertadamente absorveu as ideias do socialismo e as lições da História no período preparatório anterior.

A revolução venezuelana está a pôr à prova todas as tendências que se consideram socialistas, revolucionárias e até mesmo “trotskistas”. Está a deixar claro que tendências e correntes servem à revolução e ao desenvolvimento da consciência política dos trabalhadores, na Venezuela e internacionalmente, e quais são um obstáculo ou servem inconscientemente à reacção e aos seus propósitos contra-revolucionários, com a sua prática e posições políticas equivocadas.

O papel dos revolucionários

Um partido revolucionário não caluniará as coisas existentes, exigindo da realidade condições objectivas ideais que lhe permitam desenvolver-se com o mínimo esforço. Nunca existiram condições ideais, nem na Venezuela, nem na Revolução Russa, nem em nenhuma circunstância histórica. Um partido revolucionário tomará a realidade tal qual ela é, analisará as suas contradições internas (as forças opostas no conflito e a sua relação mútua), prevendo o desenvolvimento mais provável dos acontecimentos nessa realidade para assegurar as melhores condições de triunfo da revolução.

Um partido revolucionário e, acima de tudo, um grupo de acção. E o partido revolucionário sempre tratará de utilizar as ferramentas que provêem do sistema estado de coisas para agitar e mobilizar as massas fazendo avançar o movimento até ao seu objectivo final. Nisto consistia o famoso 2realismo revolucionário” de Lenine que muitos evocam, mas poucos compreendem cabalmente.

Justamente, a tarefa de se situar na realidade tal qual ela é e de aproveitar cada oportunidade presente para enraizar-se no movimento de massas, ganhar a sua confiança, crescer e desenvolver-se junto delas, convertendo-se no porta-voz mais resoluto e consequente, constitui a própria tarefa da construção do partido revolucionário. Os sectários queixam-se amargamente da realidade tal qual ela é e exigem da História que lhes dê tudo, sem a necessidade de arregaçar as mangas e meter as mãos no barro. Por isso, é habitual que os sectários sempre apareçam como espectadores duma revolução, atribuindo-se a si mesmos o papel de “grande fiscal” que tudo julga sem em nada de significativo intervir no grande drama humano que constitui um processo revolucionário.

Na Venezuela, a primeira tarefa dum revolucionário é situar-se no campo da Revolução. Estar do lado das massas, na sua barricada, para lá de quem sejam os seus “líderes acidentais”. No caso venezuelano, o movimento real das massas (não o ideal, aquele que ditam certos “manuais”) é o chamado “Movimento Bolivariano”. Da mesma maneira que o movimento revolucionário na Rússia de 1917 girou em torno dos sovietes dos operários, camponeses e soldados de toda a Rússia. Nele conviviam revolucionários e reformistas, marxistas, social-demcoratas e anarquistas...alguns elementos burgueses isolados!

Os bolcheviques nunca duvidaram sobre qual seria o campo revolucionário, embora estivessem em minoria no seu seio. Aceitaram o domínio da ala reformista dos reformistas, enquanto explicavam pacientemente aos sectores mais avançados das massas quais eram as verdadeiras tarefas da Revolução. Quando sentiam que a revolução estava em perigo, por vezes como consequência directa das próprias acções dos líderes reformistas soviéticos, sempre permaneceram ao lado das massas, apelando a esses dirigentes para uma Frente única que derrotasse os inimigos comuns, mostrando-se como os elementos mais lutadores e abnegados. Foi dessa maneira que os bolcheviques, num período relativamente curto, de apenas alguns meses, puderam conquistar uma maioria sólida no movimento revolucionário e nos sovietes. Isto foi o que decidiu o triunfo da revolução russa em Outubro de 1917.

A nossa posição

Os marxistas deram, desde o princípio, um apoio incondicional à revolução venezuelana e reconheceram no chamado “movimento bolivariano”, a expressão genuína das massas oprimidas da Venezuela. Desde o começo da revolução – faz agora 9 anos -, a nossa corrente foi capaz de prever, como uma das variantes possíveis, a evolução do movimento bolivariano em direcção ao socialismo – é o que tem ocorrido.

Temos defendido a revolução venezuelana em todos os foros e instâncias da luta de classes e do movimento operário internacional. Impulsionámos a Campanha “Tirem as Mãos da Venezuela”, que está activa em cerca de 40 países pelos 5 continentes e se converteu, por mérito próprio, na principal campanha de solidariedade com a revolução venezuelana existente no mundo.
Temos difundido no movimento operário internacional as impressionantes conquistas da revolução venezuelana, talvez pequenos e de pouco interesse para os pedantes pequeno-burugueses que se disfarçam de temíveis revolucionários, mas que são gigantescos para os trabalhadores, camponeses e para os pobres das cidades e campos doa Venezuela.

Na Venezuela, actualmente, toda a população tem acesso gratuito à saúde; o analfabetismo foi erradicado e abriram-se as portas da universidade aos filhos dos trabalhadores e camponeses; os produtos básicos de consumo são subvencionados pelo Estado; multiplicaram-se os fundos para pensões e outros gastos sociais; o controlo dos recursos petrolíferos foi alcançado, garantindo-se que 80% da renda petrolífera permaneça do país e seja usada principalmente para o desenvolvimento das infra-estruturas básicas e para programas de desenvolvimento social.

Porém, atrevemo-nos a dizer que estes passos em frente nas condições de vida das massas empalidecem perante uma conquista muito mais preciosa: o despertar da consciência e da dignidade de milhões de homens e mulheres comuns das classes oprimidas. Milhões de homens e mulheres que descobriram que tinham voz própria, que não esgotam a sua existência entre quatro paredes, seja em casa ou no local de trabalho, mas que participam em Assembleias incontáveis, nas manifestações diárias, que militam nos seus bairros e empresas, que descobriram a ignomínia do capitalismo e do imperialismo e que se pode lutar contra isso! Milhões de homens e mulheres que exigem uma participação crescente no controlo e decisão sobre o destino das suas vidas. Esta é a fonte donde emana a força revolucionária das massas venezuelanas, das “massas chavistas”.

Os sectários fora do campo revolucionário

Mas os sectários estão descontentes com o presidente Chavez e com o movimento bolivariano pelo lento avanço da Revolução nas suas tarefas socialistas, pela política confusa e vacilante da sua direcção e pela presença na mesma de elementos reformistas. Mas os sectários não se conformam em mostrar ruidosa e estridentemente a sua reprovação. Vão mais além e negam-se a ver no movimento bolivariano, no movimento real das massas trabalhadoras, o campo da Revolução. Como não aceitam a sua direcção actual, desertam do campo de batalha e se declaram “neutrais” entre os dois contendores: o do movimento das massas venezuelanas (o movimento bolivariano) e o da contra-revolução burguesa e imperialista. Para os sectários, ambos os campos são, por igual, inimigos do movimento das massas trabalhadoras venezuelanas, é dizer, do movimento de massas “ideal”, que não tem corpo nem vida real, salvo nas suas cabeças.

LeonTrotsky, que entendia alguma coisa de revoluções, disse a este respeito: “O pensamento idealista, ultimatista, “puramente” normativo, deseja construir o mundo à sua própria imagem e simplesmente afasta-se dos fenómenos que não lhes agradam. Os sectários, é dizer, a gente que é revolucionária somente na sua imaginação, guiam-se por normas idealistas vazias. Dizem: «estes sindicatos nãos nos agradam, não pertenceremos a eles; este Estado operário não é do nosso agrado, não o defenderemos». Constantemente prometem recomçar a História de novo. Construirão um Estado operário ideal, quando Deus ponha nas suas mãos um partido e um sindicato ideais. Masaté que não chegue esse momento feliz, farão birra à realidade. Uma grande birra, que é a expressão suprema do “revolucionarismo” sectário. (León Trotsky: Nem Estado operário, nem Estado burguês? 25 de Novembro 1937).

É um escândalo e uma vergonha que os grupos sectários percam todo o seu tempo a “deitar abaixo” o governo venezuelano e que não dediquem uma só linha dos seus escritos e discursos a mencionar os avanços que a Revolução trouxe. Nem sequer contra a burguesia venezuelana chegam a disparar!

Mas onde os sectários se “cobriram de glória” foi com a sua posição sobre a Reforma Constitucional na Venezuela. Entre as várias propostas que enfureceram a oligarquia local, o imperialismo e os sectários, destacavam-se:

a) A promulgação da jornada laboral de 6 horas e semanal de 36.
b) O outorgar de plenos direitos sociais (pensões, subsídio de desemprego, saúde, etc.) aos trabalhadores “informais”.
c) A proibição expressa de privatização da segurança social, do regime de pensões, da sistema rodoviário e a afirmação do controlo estatal da exploração, distribuição e comercialização dos hidrocarbonetos e minerais
d) A proibição dos latifúndios e a sua transferência para o Estado e comunidades camponesas
e) A afirmação expressa da prioridade da propriedade social e estatal sobre a privada
f) A introdução de mecanismos de poder popular (conselhos comunais, Assembleias, comissões de trabalhadores, estudantes, etc.), nos quais se incorporavam as massas na tarefa de participação e controlo social, cerceando as atribuições do Estado burguês
g) Legalização das milícias populares como parte integrantes das Forças Armadas

Uma organização revolucionária séria deveria, em primeiro lugar, saudar os avanços da Revolução, pôr-se à disposição do movimento de massas e intervir no processo para levá-lo para diante. Mas, claro, também deveria explicar pacientemente às massas o programa socialista que consiste na nacionalização das alavancas fundamentais da economia (bancos, monopólios, latifúndios) sob controlo democrático dos trabalhadores, ao mesmo tempo que adverte sobre o carácter limitado das medidas tomadas se não houver uma ruptura decisiva com o capitalismo, se não se criam organismos de poder operário e popular nas fábricas, escolas e bairros. Por último, também deve combater o reformismo e a burocracia no seio do movimento bolivariano.

É verdade que a Reforma Constitucional impulsionada por Chavez não supunha uma ruptura com o capitalismo, mas sim amenizava parcialmente as suas posições nas estruturas económicas e no aparato estatal. Todavia, para lá das limitações que se pudessem assinalar, era indubitável que a Reforma propunha medidas progressistas que facilitariam a mobilização e organização das massas trabalhadoras para aprofundar a revolução em direcção ao socialismo tal como, a título de exemplo, já ocorrera no anterior Referendo Constitucional ou na vitória presidencial de Chavez no ano passado: seria um sinal, um tónico para a acção.

Todas e cada uma destas medidas constituiam uma arma formidável nas mãos das massas trabalhadoras e dos revolucionários para mobilizar, organzar e aprofundar o processo, exigindo no dia seguinte, a transformação da “letra morta” da Constituição na realidade viva para avançar na melhoria das condições de vida das massas e da sua auto-organização democrática.Mas o “No” ganhou e quem ganhou com ele, quem fez a festa? A oligarquia, os sectores mais retrógrados da sociedade venezuelana e o imperialismo. Os sectários também deitaram foguetes! Por acaso, o movimento revolucionário avançou um passo que fosse nestes últimos dias? A quem moralizou o resultado do referendo, à oligarquia ou às massas revolucionárias? A quem fortaleceu?

Um revolucionário sério não ficaria (não ficou!) a chorar pelos cantos pelo carácter limitado e incompleto da Reforma Constitucional, mas colocar-se-ia (colocaram-se) junto das massas para exigir a sua aplicação imediata, auxiliando estas a compreender quem no campo da Revolução efectivamente quer o seu avanço e quem, usando “boinas rojas”, actua como a “quinta coluna”, travando, sabotando a Revolução por dentro.

O facto expressivo de que os elementos reformistas no seio do movimento bolivariano tenham vindo a clamar, “alto e em bom som”, pela necessidade de não “avançar tão depressa”, de “sermos mais prudentes”, pois “o povo não está preparado” fala por si…

Seria um passo em direcção à ditadura?

Um dos argumentos favoritos era que a Reforma da Constituição era um passo prévio para a instalação dum Estado “totalitário” e suponha um corte nas “liberdades democráticas”.

Qualquer trabalhador ou jovem consciente conhece perfeitamente a hipocrisia que se escondia nessas palavras. Para os poderosos, tudo o que puser limites à “liberdade” de explorar, negociar e lucrar é um atentado à “liberdade”! São os mesmos que sempre apoiaram as ditaduras sanguinárias na América Latina ou os que defenderam a invasão do Iraque, do Afeganistão ou do Iraque! Estes são os mesmos que organizaram um golpe de Estado contra Hugo Chavez em Abril de 2002!

Hugo Chávez ganhou 8 consultas eleitorais de todo o tipo (eleições presidenciais, legislativas, à Assembleia Constituinte, Referendos, etc.). Há um ano atrás foi eleito presidente com mais de 63% dos votos! Quem se der ao trabalho de ler a Constituição Bolivariana verificará que é a Constituição que mais garantias proporciona ao povo. Esta reforma ampliava esse quadro.

Todavia, o escandaloso não foi que os inimigos dos trabalhadores e dos povos do mundo vociferassem desesperados contra a “falta de democracia” na Venezuela, mas sim que nisso fossem acompanhados por algumas correntes da “esquerda revolucionária” que repetiram, palavra por palavra, as calúnias contra Chavez. E a todos, chavez deu uma exemplar lição de ética reconhecendo imediatamente que tinha perdido a batalha eleitoral.

Ah, sim! De entre os 69 artigos cuja reforma estavam a escrutínio, também existia um que previa a possibilidade de QUALQUER presidente eleito se poder recandidatar sem limites de mandato em eleições livres e democráticas.

Deixando de parte os exemplos da Rainha Isabel II que há 50 anos é o chefe do Estado britânico sem eleição alguma, do presidente americano Franklin Roosevel que foi eleito para quatro mandatos ou um Cavaco Silva que foi primeiro-ministro durante 10 anos e só não cumpriu de seguida outros 10 como Presidente da República, porque não foi eleito; deixando até de parte o facto de que, quer se goste, quer não, Chavez não tem, neste momento (e não sabemos como será em 2012…) substituto à altura do prestígio e autoridade que alcançou no seio das massas… “chavistas”; deixando tudo isto de parte, cabe ainda perguntar há quanto tempo estes grupos sectários, tão preocupados com a rotatividade de funções e com a “liberdade”, são dirigidos pelos mesmíssimos líderes anos e anos a fio? Quando não décadas!

Pelo seu sectarismo, todos estes grupos, na Venezuela colocaram-se ombro com ombro com a contra-revolução e é com esta, não com as massas revolucionárias, que hoje discutem a “revolução” – que para eles se resume a derrubar o governo Chavez. Hoje foi assim na Venezuela, assim será amanhã em Portugal! Não está esquecido o processo revolucionário do pós-25 de Abril, no qual os grupos da “esquerda radical”, pura e dura até ao fim se encontraram, nos momentos decisivos, com a contra-revolução, nos seus comícios e no seu golpe militar (25 de Novembro)!

O chicote da contra-revolução

Lenine costumava dizer que, por vezes, a Revolução necessita do chicote da contra-revolução! Na Venezuela, a Oposição obteve uma “vitória de Pirro”! conseguiram apenas mais 100.000 votos do que há um ano quando foram cilindrados por Chavez. Verdade: conseguiram arrigementar o voto dos “profissionais liberais”, dos pensionistas nostálgicos, das donas de casa, dos estudantes “meninos bem”, dos lojistas fanatizados, das beatas da igreja, dos sectores mais atrasados do povo venezuelano. Porém, do ponto de vista da luta social, toda esta gente vale pouco mais do que nada.

A Revolução dispõe de enormes reservas sociais: a grande maioria dos trabalhadores, camponeses e jovens está com o processo revolucionário, ainda que, desta vez, 3 milhões de “chavistas” tenham ficado em casa.

Isto constitui um sério aviso à Revolução. É claro que dentro do campo “chavista”, os reformistas e carreiristas, sabotaram activamente a campanha, aterrorizados como estavam e continuam estando com o aprofundamento da Revolução que inevitavelmente os varrerá com os seus privilégios. Baduel, ex-ministro da Defesa “chavista” que agora se encontrou do outro lado da barricada foi apenas a ponta do iceberg visível. Que numa concertação espontânea diante de Miralfores (Residência de Chavez), no dia seguinte ao referendo, a base “chavista” tenha tido como palavra de ordem “limpieza general”… não é por acaso!

Todavia, como revolucionários devemos levar ao movimento a explicação maior para a derrota eleitoral do último domingo: enquanto não se expropriar a oligarquia e colocar os recursos do país, sob gestão democrática dos trabalhadores e do povo através de conselhos e comissões de base unificadas a nível nacional, não obstante todas as melhorias, nenhuma transformação significativa, radical e duradoura se conseguirá. O resultado do referendo vem colocar em evidência o facto de que a Revolução não se tornou ainda irreversível!

Enquanto os capitalistas e latifundiários mexerem os cordelinhos da economia (duma economia capitalista!), irão usar os seus poder e posição para sabotar a economia. Por exemplo: à tabelação de preços, respondeu a oligarquia com a desorganização, açambarcamento, especulação e mercado negro que dificultam às massas a obtenção dos géneros primários de que necessitam. Os mesmos capitalistas que se recusam a investir, que retiram capitais do país e encerram empresas.

Ao fim de 9 anos de Revolução, um sector do movimento popular demonstrou cansaço e apatia por mais um processo eleitoral (o país tem conhecido, em média, um por ano). Quer menos palavras e mais acção! Os sectários dirão agora: “foi o que sempre dissemos!”

Não! O que sempre disseram foi que o governo Chavez era um governo burguês, incapazes como são de compreender que só foi possível formar esse governo graças à luta popular, que ele é fruto desta e seu tributário! “Mas o chavismo não rompeu com a burguesia”. Mais uma vez são incapazes de compreender que o chavismo, enquanto movimento, é bastante heterogéneo: no topo não duvidamos da existência de muitos carreiristas e reformistas incapazes de “romper” com a burguesia, mas na base do movimento temos as massas populares que efectivamente têm feito a Revolução! E quanto mais os revolucionários reforçarem a ala esquerda do “chavismo”, tanto mais depressa as massas “chavistas” romperão com a burguesia e com os reformistas que falam de “socialismo” e tentam cavar a sepultura da Revolução.

Todavia, pelos seus erros de análise, pela sua cegueira “ideológica”, estes grupos “esquerdistas” que sempre se recusaram a fazer parte do movimento popular tal qual ele existe, falam agora não para as massas “chavistas” – aquelas que têm feito a Revolução – mas para a extrema-direita, para a reacção e com a oligarquia com quem estiveram na batalha do Referendo.

Mas deixemos “os mortos enterrar os seus mortos”! Se este referendo teve um mérito foi o de colocar de sobreaviso as massas revolucionárias. Provavelmente, irá radicalizar a base “chavista”, agora os activistas do movimento ganharam plena consciência da necessidade de depurar das suas fileiras os oportunistas e aqueles que fazem “carreira”; agora os activistas do movimento ganharam uma consciência mais aguda da necessidade de construir o seu partido – o PSUV – e de serem eles os condutores do processo nas fábricas, nas escolas, nas empresas, bairros e campos .

Não transformamos a derrota no Referendo numa vitória, mas continuamos confiantes na capacidade do povo venezuelano em transformar a sociedade! A revolução continua!

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