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domingo, 16 de março de 2008

Liberalismo versus intervencionismo.

Volto a trazer este tema que havia publicado há uns meses atrás, ainda quando estava na plataforma do SAPO.


Uma das opções que qualquer Estado tem de tomar prende-se com a direcção da economia. E é neste ponto que tanto à direita como à esquerda, os governos necessitam de uma reflexão aprofundada, deverá ser a economia intervencionada pelo Estado ou deve este seguir uma política de distanciamento? Como estabelecer limites à acção do Estado, a fronteira entre as obrigações do Estado para com a sociedade e a do estrangulamento da actividade económica? Será à esquerda inevitável um intervencionismo pleno? E à direita, é possível um Estado com uma intervenção nula? E num regime Comunista, haverá lugar à participação privada na economia ou deverá ser o estado a comandar todos os sectores, desde as grandes companhias essenciais ao pequeno comércio?


Convido-vos a debater este assunto no fórum da Intercom.



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7 comentários:

Esquerda Comunista disse...

A propriedade privada dos meios de produção é a grande causa de todos os males e calamidades que afectam a humanidade.

Enquanto a economia funcionar em função do lucro (pois esse é o mobil dos capitalistas),jamais resolverá as necessidades básicas e prementes dos seres humanos:a maior das quais é ser feliz.

Não pode haver socialismo(ou sociedade de transição para o socialismo) sem a nacionalização da banca,das grandes empresas e indústrias!

Para evitar a corrupção,o desperdício e a ineficácia (como acontecia na URSS), as empresas nacionalizadas devem ser geridas pelos próprios trabalhadores de modo a que a economia seja democraticamente planificada.

Sem planificação económica o que há é o capitalismo.

Empresas nacionalizadas a funcionarem não sob um plano económico democraticamente definido e fiscalizado, mas segundo a lei da oferta e da procura, não é o socialismo, nem uma sociedade de transição para ele. Repara que no pós 25 de Abril, as principais empresas e sectores estavam nacionalizados, mas continuou a haver capitalismo em Portugal.

O Estado operário,todavia,para dirigir a economia não precisa de expropriar os pequenos proprietários: a sua influencia económica é mirifica e diminuta.

O avanço económico,o desenvolvimento das forças produtivas e a progressão do bem-estar serão a resposta comunista para a pequena-burguesia que será,de modo indolor e gradual, absorvida nos batalhões da classe trabalhadora.

E um dia,nem classes ou Estado haverá na sociedade comunista.

Virgilio Alves disse...

Concordo com o que escreveram n fórum.
Acho que estás a levar o assunto por uma via demasiado radical e utópica.

Esquerda Comunista disse...

Bom... camarada...

Apesar de membro da INTERCOM, não tenho tido acesso ao fórum da intercom... Podes fazer alguma coisa sobre isso? é que nem sei o que os demais camaradas andaram a escrever/opinar por lá!

Agora... Também não sei exactamente o que é que tu classificas por "radical" e "utópico"...

Aquilo que reproduzi foram as ideias básicas do comunismo desde Marx e Engels até aos dias de hoje.

Se somos comunistas e nos opomos ao capitalismo temos que avançar com um modelo económico e social diferente, não é?

Se isto é utópico, o que defendes tu?

Claro! Eu sei que as massas não estão "preparadas" para estas medidas - mas por isso é que o PCP tem entre 7 e 10% dos votos nas eleições, não é?

Mas mesmo não sendo aceites pela maioria, o nosso dever é "explicar pacientemente" - como dizia lénine - as nossas ideias comunistas de modo a, um dia, virmos a ganhar a maioria e podermos pô-las em prática.

Não é assim?

Para defender a propriedade privada e as vantagens da "economia de mercado" já existem PS, PSD ou CDS.

Se és comunista e queres acabar com a operssão e exploração do homem pelo homem, tens de defender esta coisa tão básica quanto isto: nacionalização dos grandes meios de produção e planificação económica pela maioria da população.

Ou não defendes as nacionalizações?

Ou será que defendes que as empresas nacionalizadas devem ser geridas por administradores noemados ao invés de o serem pelos seus trabalhadores e até, pelos seus consumidores, utentes?

Ou será que defendes que as empresas sejam nacionalizadas, mas que continuemos num regime de oferta e procura, com a economia a funcionar não de acordo com as necessidades e decisões das populações, mas em função do "lucro" e da "eficácia"?

Nós já tivémos em Portugal empresas nacionalizadas a funcionar em regime capitalista e geridas por administradores nomeados e... em muitos casos não funcionaram nada bem!

Camarada: citando-te o Vasco Gonçalves, nestas coisas não há meios termo, ou se está com a revolução ou se está com a contra-revolução, não há meios termos nem terceiras vias.

A economia funcionará para os capitalistas ou para os trabalhadores

Virgilio Alves disse...

Basta registar no fórum!

Virgilio Alves disse...

Nume pergunta prática e precisa:

Se Portugal neste momento, efectuasse nacionalizações "torto e a direito" incentivasse à toma de posse das emresas pelos trabahadores e controlasse "Toda a economia", pensavas que atingiríamos um nível de vida mais elevado?

Eu penso que não. porque senão vejamos: quanto as nacionalizações, são operações demasiado importantes para serem feitas nos moldes em que foram no tempo do PREC, (afinal de contas será mesmo preciso nacionalizar empresas de bebidas e afins?) Concordo que os sectores chave da economia devam ser nacionlizados, mas há todo um leque de induastrias e comércio que, convenhamos, seriam um fardo para a gestão pública! As coisas têm de ser racionais. Há um século a economia baseavase no colonialismo, e as bases de Marx e Engels também têm um século.
Já agora a lei da oferta e da procura já se sabe muito bem que não é uma previsão a ter em conta, serve apenas para estudo introdutório da economia (está mais do que provado que na maioria dos casos a curva da oferta e da procura não corresponde a realidade).
O objectivo de qualquer economia (seja capitalista, comunista ou do que for é criar rqueza) agora o que distingue o comunismo do capitalismo é a pratica e os meios para obter essa riqueza. (Ambos são sistemas económicos válidos cada um com vantagens e desvantagens) O intervencionismo também se aplica nos países capitalistas e o liberalismo também deve ser introduzido no comunismo sob pena de auto-estrangular a economia a partir da sua base. A Trave-mestra é a de que no capitalismo dá-se ao privado uma espécie de luta pelo dinheiro, descontroladamente, e isso provoca injustiças nomeadamente o fosso entre ricos e pobres.
E no comunismo preserva-se o bem comum, a igualdade porque é travada a ambição desmedida, quer pela imposição de tectos salariais ou de contenção da propriedade privada impedindo a alguém o controlo sobre os bens ou serviços susceptiveis de criair manipulação entre uns e outros (por exemplo a banca).
Por fim é utópico o seguinte: A eliminação do Estado.
Por mais voltas que se dê é necessário a representação da população (caso contrário necessitaríamos de um assembleia com dez milhões de depuados e isso é impensável). O Estado é o garanta de toda uma nação, é o fio condutor.
Ser comunista significa lutar pela igualde de oportunidades e pela garatia de uma vida condígna, mas nunca sempre em liberdade.
E essa conversa da revolução, isso é uma falácia, uma maneira de desculpar esta inoperância, ser-se revolucionário é ser diferente de ser comunista (as arma nem sempre são a malhor opção) e isto depende do sentido dado ao termo, que para mim, (e mal) se está a dar ao movimento, o do incentivo às armas para impor o nosso sistema.
Se não nos prender-mos à utopia de uma sociedade sem Estado e sem propriedade privada então ganhar-se-há mais "adeptos" porque a sociedade compreenderá que não estará amordaçada!

Esquerda Comunista disse...

Camarada Virgílio:

Estou espantado como REVÊS toda a doutrina de marx, engels e lénine!

A tua opção no plano da economia não é Marx, mas Keynes, no plano político são as reformas e não a revolução.

Pla minha parte, estou esclarecido

Virgilio Alves disse...

Se assim é. porque é que jão se vê os begros como escravos, porque é que já nã há inquisição, porque é que Galileu disse que a terra é redonda?

Porque todos chegamos à conclusão que as coisas são diferentes.

E como em todos os asepctos da vida também há dogmas no comunismo, e temos de ser inteligentes ao ponto de vermoas as nossas próprias lacunas.

Camarada, se és assim tão revoluionário, porque não pegas numa metralha? Vamos "matar" o Cavaco e o Sócrates? Não.

E essa palavra "revolução" têm muitas acepções. E revolução também é sinónimo de reformas.

O país e o mundo não precisam de gerrilheiros, mas sim gente capaz de levar a sociedade a acredotar no ideal comunista. (Cá para mim, revolução já cheira a mofo)e é por isso que continuamos com estes péssimos resultados. Porque eu também digo, ir para a China? Para a Coreia do Norte? Cuba? Nem pensar nisso!

P.S. Já agora cuidado que não há sofistas comunistas, a verdade é de todos!

Adere ao projecto, juntos venceremos!