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quarta-feira, 25 de junho de 2008



PEQUENA REFLEXÃO, SOBRE UM PROBLEMA VITAL
Ouvi esta manhã, no programa de Rádio da Antena 1, a afirmação de um destacado elemento do Partido Socialista, que “o problema do petróleo era um problema de Poder”.
Não ouvi o contexto em que foi pronunciada, pois a conversa já estava no fim, mas a questão do “Poder do petróleo”, teve o condão de me fazer reflectir sobre esta questão extremamente importante!
A criminosa imoralidade da propriedade privada dos poços de petróleo, as receitas que proporciona e o seu destino, são hoje uma questão central para toda a humanidade.
Da forma como conseguirmos resolvê-la depende a sua sobrevivência.
É um facto que as receitas ligadas ao petróleo, sempre foram pelo seu volume, uma fonte de riqueza excepcional que durante muitos anos, foi comparável ao negócio do armamento.
Hoje em dia, o nível a que o preço do petróleo chegou e o volume de especulação a que ele está sujeito, gerando verbas incomensuravelmente maiores, permite interrogarmo-nos sobre para quem e para onde vão, semelhantes quantidades de dinheiro.
Por outro lado, a dependência em que todo o mundo está do petróleo, aliado ao seu previsível esgotamento nos próximos anos, (30 segundo uns, 40 ou 50 no máximo, para outros!) permite uma poderosa e quase ilimitada capacidade de especular, tendo em vista a inevitável rarefacção desse precioso líquido.
Já se fazem hoje compras, com entrega a dez anos de distância!
Esta evolução cria novos e complexos problemas, cuja resolução urgente é fundamental para a humanidade.
Sabemos que o Capitalismo, com a protecção que o sistema proporciona á propriedade privada, coloca um dilema fundamental ao permitir acumular riquezas, de forma secreta e anónima.
Há muito que o “Grande Capital” não tem rosto.
Longe vai o tempo que um Morgan, um Rostchild, um Ford, eram os símbolos desse poder, hoje substituídos pelos Warren Buffet, Carlos Slim ou mesmo Bill Gates, etc., etc.
Mas estes, sabe-se que tem “só” umas dezenas de bilhões de dólares.
E as fortunas que não têm rosto?
Como se poderá hoje evitar, que os donos dessas incomensuráveis quantidades de dinheiro, se apoderem indiscriminada e furtivamente dos meios de produção
?
Como será possível imaginar o actual “Poder político”, ávido de investimentos, cúmplice das multinacionais, a fazer alguma coisa para defender os interesses dos trabalhadores?
Como será possível no contexto da “Globalização da Economia”,
salvaguardar os interesses das populações?
Não estará aqui a génese da “Teoria dos dois décimos” (Vidé documento publicado neste Blogue no dia 29 de Fevereiro)
É perante a gravidade, qualidade e dimensão destes problemas, que estou seguro ser o Socialismo a única alternativa e que irá vencer!!!
Não é o dito “socialismo democrático”, que não passa de caridade disfarçada de justiça social, mas sim de um socialismo culto, de liberdade, que fale á inteligência, que procure na paz e na harmonia, adequar-se á Natureza, sem a exploração do homem pelo homem.

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Adere ao projecto, juntos venceremos!